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O Rui Carriço
Foi aqui que nasci, cresci e me fiz homem

Sou um citadino por nascimento. Foi aqui, nesta Lisboa cosmopolita e apressada que nasci, cresci e me fiz homem.

Mas, muito por força dos laços familiares, as viagens até ao interior deste país foram uma constante da minha infância.

Foi assim, por via dessas viagens, que primeiramente tive contacto com algumas das paisagens mais deslumbrantes que o nosso interior comporta – o tal interior abandonado, quase desertificado, mas com locais que, ainda assim, por uma razão ou outra, vão conseguindo resistir a essa triste sina.

É o caso da serra da Estrela. Desde muito novo que me habituei a admirá-la. Sei que, para muitos, a serra é sinónimo de neve. Sim, claro!, a neve é um elemento fundamental naquela paisagem; mas não é apenas a neve que torna o local paradisíaco.

Começou aí, fundamentalmente, a minha paixão pela natureza – algo que se foi enraizando em mim. Acresce que, mais tarde, em plena adolescência, comecei a perceber a importância das questões ambientais e como isso iria, inevitavelmente, marcar as gerações futuras. Essas foram as razões fundamentais que me levaram, na hora de escolher, a optar pelo curso de Geografia.

Tudo isso se mantém bem vivo, e embora aparentemente algo distante, posso dizer que encontrei no trabalho que desempenho, na secretaria de Lisboa do Grupo Desportivo, uma ligação bem próxima aos ideais que sempre me acompanharam… Desde logo, porque também aqui se promovem viagens, passeios, roteiros que permitem a muita gente o tal contacto com a natureza.

Ao mesmo tempo, estas funções permitem-me uma realização pessoal noutra vertente que muito aprecio: a vertente das relações humanas – o contacto directo com muitos dos que fazem parte desta nossa outra família; contacto directo que por força das circunstâncias actuais é agora lamentavelmente menor, mas que brevemente (assim o desejamos!) voltará a ser o que já foi.

Ainda assim, sendo o contacto directo menor, não deixamos nunca de continuar a acompanhar toda esta nossa família através dos meios que as novas tecnologias foram pondo à nossa disposição – sei bem que não é a mesma coisa, mas é: uma ponte que nos permite chegar a todos; uma forma de minimizar os transtornos que vamos sentindo no nosso dia a dia; uma ponte que esperemos curta e que nos leve, a todos em conjunto, àquilo que cada um individualmente mais necessita.
Sinto, por isso, um grande agrado na função que desempenho.

Sei como é importante esta união em torno de um projecto que é muito mais do que apenas cultural ou desportivo. É um projecto muito mais envolvente. É um projecto de família que agrega já mais do que uma geração.

Esta é uma família na qual me inseri, e onde me sinto particularmente realizado: a família do Grupo Desportivo e Cultural dos Empregados do Banco BPI.

Por Rui Carriço, 4-2-2022




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