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Crónica Cabeço de Vide - Passeio MotoTT
23 de Janeiro 2010...

Finalmente o DIA TT... o dia já há muito conversado, prometido e com alguma antecedência agendado.

Após umas trocas de mails com a Enduro Republic (www.endurorepublic.com) para a viabilidade e organização do passeio para pilotos estreantes em andanças do Moto Todo-Terreno, lá fomos nós (Adriano, César, Cláudio, Flávio Miguel, Nuno, Paulo, Ricardo e Rui) à Aventura.

Previsão: Aguaceiros e temperaturas frias.

Localização: Cabeço de Vide/Portalegre

Conforme combinado o arranque dá-se nas Torres de Lisboa (Adriano, Miguel, Nuno, Paulo e Ricardo) às 7 horas da manhã, e na margem sul às 7h30 (César, Cláudio, Flávio e Rui).

Incrivelmente encontrámo-nos em plena A2, antes do desvio para Évora, onde já estávamos sob chuva desde a partida, o que não era nada do agrado de todos, mas com as últimas semanas de fortes chuvadas que batiam Lisboa e arredores, já estávamos mentalizados que o baptismo ia ser abençoado.

Parámos para atestar carros, motas e sobretudo os nosso estômagos que estavam na reserva desde a véspera. O pequeno almoço foi já em grande convívio e troca de picardias para motivar as hordes de pilotos ávidos de aventura.

Pós a breve paragem, rumámos ao mais interior do Alentejo Rural (Cabeço de Vide). Como seria de esperar... o "já ali.. logo a seguir à auto estrada" (Estremoz) foram 50km em estradinha secundária serpenteada até Cabeço de Vide. Nunca mais se chegava lá. Passámos de ir com tempo para atrasados para a hora combinada. Em Cabeço de Vide, ligámos ao David (gerente e guia da Enduro Republic) a dizer que os "Tugas" ja tinham chegado.

Enduro Republic.. simpático casal de ingleses (professores universitários) que nos receberam parecia que já eramos da casa.

O Grupo dividiu-se em 2 quartos para vestir o equipamento fornecido pela organização. (Equipamento impecável, recente, em alguns casos mesmo a estrear do saco de fábrica. Confesso que algum do equipamento até para mim queria e já tenho o meu)

Depois de equipados, uma breve sessão de esclarecimentos e explicação de regras de segurança e procedimentos para o passeio se efectuar na perfeição. Ao contrário do esperado o tempo mantém-se com céu limpo sem chuva mas frio, o que favorece qualquer iniciante.

As motas...
2 Yamaha WR450F (Cláudio e Flávio)
2 CRF 250x
2 CRF 230
3 XR 400

Sem olhar a modelos, cada um foi para junto da sua montada para se dar finalmente o arranque.

Uns um pouco nervosos a dar a kickada de arranque, outros felizes por terem arranque eléctrico, mas todos a estranhar o seu "cavalo" novo.

Seguimos atrás do David até à bomba de gasolina onde demos de beber aos cavalos.
Rata taaaaaaa.. agora sim!!!!! Já todos montados seguimos atrás do guia.

Logo ao início entrámos por uns caminhos de quintas onde já se consegue andar a um bom ritmo sempre mantendo a segurança entre cada piloto. O Miguel Chaves, entusiasmado com o rolar dos pilotos da frente e confiante, seguiu os primeiros durante cerca de quinze minutos, quando uma queda inesperada o esperava numa placa fina de lama onde a roda da frente deslizou, e devido à sua estatura e tamanho da mota não conseguiu segurar-se. Apesar de nada aparatoso, teve o azar de fazer uma pequena distenção no polegar direito. Um pouco resfriado, continuou como se nada fosse até ao almoço onde já pediu gelo e um "anti-inflamatório" para prosseguir sem problemas.

Da parte da manhã seguimos por caminhos alentejanos "baixos": montes, vales, riachos, pastos verdes, arvoredo disperso, vacas, etc...

De notar que nesta altura do ano e devido à precipitação que tem assolado Portugal, os riachos estavam em pleno fulgor. Tivémos de contornar um que nem com respirador ou botijas de ar as motas e pilotos passariam. Mas foi o único, os restante e alguns até com alguma corrente e água bem acima das peseiras se atravessaram. Até para o nível dos pilotos achei um pouco arriscado, podendo pôr em causa "2 horas" do passeio para resgatar uma mota. Mas todos superaram com bravura e atitude.

Mais ou menos acelaradela, re-agrupamentos no itenerário, paragens para fotos, xixis, água, biscoitos e barrinhas energéticas, lá chegámos à hora de almoço em Portalegre no snack-bar "A República", na esplanada (tal não era o nosso estado de limpeza geral).

Sábado, sem estudantes em pleno Portalegre... quem é que estaria à espera de ver chegar 11 pilotos de motos equipados que mais pareciam vir do Dakar. Tipicamente português, não há problemas, só soluções.

Fomos logo avisados de que não haveria bifanas para todos, mas num misto de bifanas, tostas mistas, e batatas fritas, ninguém ficou com fome. À mesa, enquanto comíamos, apesar de estarmos em grupo, cada um gozou o passeio individualmente com experiências que só os próprios sentiram, motivo para trocar impressões com o resto do grupo.

Novamente atestados, seguimos para a Serra, onde o terreno, já mais cerrado de pinheiros e chão com pedra solta, subidas íngremes e descidas acentuadas serpenteadas com encadeamentos de curvas e contra curvas, bem diferente do início do nosso passeio.

Aqui, infelizmente, houve uma queda de um dos nossos guias (o Luís). Caíu ao tentar transpor um tronco de eucalipto molhado. Apesar da sorte de alguns dos nossos iniciantes nenhum caíu nesta "rasteira" do todo terreno, podendo o guia ter caido por excesso de confiança na transposição ou não ter visto atempadamente o obstáculo. (Resultado: abandono do passeio e uma valente dor e nódoa negra no rabo)

No topo da Serra, com uma vista magnífica, lá fizémos uma paragem para a foto de lembrança do passeio.
Iniciámos então o regresso a Portalegre para mais um reabastecimento de algumas motas e pilotos ávidos de mais uma barrinha energética ou pacote de bolachas. Neste regresso já se notou um à vontade de todos os pilotos em que a velocidade e destreza de cada um já tinha visto pior momentos.

Apesar disso, ainda houve direito a deslizes e quedas em "aparentes" relvados que camuflavam placas de lama fina que levou a um bailado ente piloto e mota ao mais alto nível ou poçinhas de água que escondiam autênticos buracos cheios de água.

Chegados a Enduro Republic, sentiu-se a satisfação de todos, em que as palavras de ordem eram "queremos mais!".
De realçar novamente o acolhimento do David e Dawn que nos brindaram com umas cervejolas fresquinhas e, mais uma vez, todos quiseram relatar a sua experiência.

Arrumámos tudo nos sacos, e colocámos as motas no atrelado e ainda havia uma viagem de regresso para Lisboa.... a 200 km!!!

O dia seguinte: Pernas, costas, dedo, joelhos e braços doridos... mas sorriso de orelha a orelha e... para quando o 2º passeio?

Por Flavio Barreiro, 27-01-2010




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