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Fátima fica a 9 horas de distância
Um dia inteiro de pura aventura

Se pensarmos que de Lisboa ao Santuário de Fátima são cerca de 150 Km, e que para a estação da CP de Fátima são mais 20 Km, desde o Santuário, rapidamente chegamos à conclusão que o desafio dos 7 magníficos seria o de pedalar 170 km num só dia.

A hora de partida estava marcada para as 7.00h da manhã, sendo que, efectivamente, a partida aconteceu apenas às 7.30h, uma vez que um dos dois participantes oriundos da cidade de Leiria, se atrasou ligeiramente, fruto provavelmente de uma semana de trabalho cansativa.

Com os bolsos abastecidos de sandes, barras, água e com o sol como companhia, partimos em direcção a Santarém, uma vez que na cidade capital do gótico, estava prevista a primeira paragem técnica, para reforço alimentar, num ritmo descontraído fomos deixando V.F.Xira para trás, a seguir Azambuja, para entrarmos em caminhos mais calmos e mais perto do Tejo (Reguengo e Valada), caminhos nos quais nos cruzámos com bastantes peregrinos que faziam, a pé, o mesmo caminho.

Sempre a rolar e em amena cavaqueira rapidamente nos aproximamos de Santarém e, consequentemente à primeira subida digna do nome, que diga-se, foi ultrapassada sem qualquer problema, quer dizer, se fosse uma descida era melhor.

Se havia alguém que achava que ia ficar por ali rapidamente desistiu uma vez que o grupo não iria deixar ninguém pelo caminho.
De referir que mais de metade dos participantes nunca tinha efectuado uma distância tão grande num só dia e havia o receio que não conseguissem, mas o cansaço é psicológico. Se duvidam perguntem a quem foi!

A partir de Santarém a paisagem altera-se, a beleza do verde aparece para nos distrair e fazer esquecer algum cansaço que começa aqui e ali a dar sinais. Campos verdes, estradas ladeadas por grandes árvores que a transformam num túnel natural, e onde o cheiro emanado pelos pinheiros e eucaliptos enche-nos os pulmões de vida.

No entanto o caminho também se complica, uma vez que as subidas começam a ser mais frequentes, os trilhos e estradões mais técnicos, e a fadiga começa fazer mossa, mas também todos já esperavam essas dificuldades, que foram ultrapassados na maior das descontrações.

Perto da nascente do Alviela tivemos o único momento de azar, um furo. Ocorrência comum na prática do BTT que além de colocar os dotes de mecânica à prova, serviu também para recuperar um pouco de forças. Chegados à nascente do Alviela, um lugar único, onde a água do rio brilhava e convidava a um mergulho. Apesar de não termos aceite o convite para o mergulho, aproveitámos para uma fotografia de grupo.

Contornando dentro do possível a Serra de Sto. António, até Minde foi um instante e quando demos por nós já íamos a escalar a serra de Minde a caminho da ultima parte do percurso, por sinal uma das mais bonitas e exigentes fisicamente, onde os trilhos são duros, com muita pedra mas permitiu ainda a quem tinha força uns bons sprints por entre as eólicas que enchem esta zona de Portugal aproveitando o que a natureza nos dá nesta região, o vento.

No entanto nem o vento nos demoveu de concluirmos o nosso objectivo e pouco depois das 17.30h estávamos no Santuário de Fátima. Foi com imensa satisfação, e com um felicidade difícil de explicar, que o grupo constituído pelo Rui Costa, Vitor Silva, Jonas Andrade, Fernando Gaspar, Tozé, Almeida e Carlos Carvalho, pousou para a última foto de grupo desta pequena aventura de 150 km.

No entanto para aqueles que regressavam a Lisboa de comboio, ainda faltavam mais 20 km até à estação da CP, sendo que a subida depois de Ourém, foi a cereja no topo do bolo.

Ainda assim a vontade de nos metermos noutra aventura o mais rápido possível e o bichinho das longas distâncias ficou instalado, via-se na cara de todos (ou de quase todos).

Comentários

Fernando Gaspar:
“No meu caso também foi a aventura de estrear uma Bicicleta nova com umas rodas do tamanho de gente grande 29" !!! A rolar em estrada ou estradão, a subir ou descer, pareciam ganhar vida própria, mas lá ia eu desconfiado, pois o pior ainda estava para vir, o chamado "teste da parede". E gritou o Jonas quando encontramos a 1º parede "é agora" e eu empenhado em provar que aquelas rodas não me iam deixar mal.... pedalada em falso e...ups toca a desmontar...Alguém disse "agora a pé até lá cima". Após 2 tentativas para voltar a montar, o que parecia impossível resolveu-se e a bicicleta afinal subiu tudo o que havia para subir, claro está, ao meu ritmo!
....e as 18.45h já estava com banho tomado e a cortar cabelo no barbeiro. O pior foi quando me levantei da cadeira... Acreditem, demorei mais tempo a descer as escadas do Centro Comercial que a subirmos Minde!!!

Vitor Silva:
“Eu era só para ir até Santarém... caramba, 80 km a pedalar já batia o meu record! Mas o grupo estava bem disposto, o dia sem chuva, a bicicleta afinadinha, imensa fruta no camelback e os bidons cheios de água, decidi arriscar!

Pois, como é a canção? "Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga", é assim não é? E com toda a razão!!!

Tomei a decisão e depois já não podia voltar atrás, então fui a sofrer pela Serra acima (sobretudo a partir de Minde), aquilo era uma autêntica "parede", o físico aguentou, o passeio foi muito bonito, o grupo chegou todo certinho e todos contentes por esta prova superada, e as pernas ficarem a doer até faz parte destas coisas no fim de contas tem de existir algum sacrifício quando se vai a Fátima...

O meu record agora são 168 km, que fantástico! Estou pronto para outros "passeios" com o Grupo do BPI, fazemos uma excelente equipa!

Rui Costa:

“O numero 170km e 9 horas a pedalar podem assustar!! Mas confesso que foram horas de belas paisagens, boa disposição, suor, sentimento de vitória e prazer de andar de bike”

Por Carlos Carvalho, 9-05-2012




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