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O Mondego e o réveillon no Vila Galé
Sejam felizes

Coimbra não dorme na última noite do ano, mas no Vila Galé, há muita elegância antes da festa começar. O hotel, estrategicamente debruçado sobre a margem do Mondego, transforma-se num porto de abrigo para quem quer fugir ao frio cortante da Baixa, sem perder de vista o pulsar da cidade.

Dia 30, check-in; antes do jantar-bufete, alguns ainda passearam pelo Mondego e pela Baixa da cidade na despedida do ano velho, começa ao final da tarde; o átrio é um desfile silencioso.

Há o som metálico dos saltos altos nos corredores e o aroma a perfume caro que se mistura com o cheiro a rio. Através das grandes vidraças, o Mondego reflecte um céu de Inverno, cinzento e rosa, enquanto as luzes da Universidade, lá no alto da colina, começam a acender-se como sentinelas do tempo.

- O Ritual, cocktail de boas-vindas, e vamos para as mesas previamente definidas para dar início ao jantar de Gala: é o coração da noite. No salão, a azáfama é coreografada: o tilintar dos talheres, o brilho dos cristais e a cadência do serviço. É um banquete que tenta equilibrar a modernidade com o conforto. Entre um prato delicado de lagosta e uma carne cozinhada lentamente, as conversas cruzam-se.

Não há estranhos numa noite de passagem de ano; há apenas companheiros de viagem à espera de que o calendário mude – o ambiente é sofisticado, mas com aquele calor português…

- As doze badaladas e as passas com os pedidos/desejos; a contagem decrescente tem um privilégio: estar junto dos amigos e da família, mas ali, no conforto do hotel, tchim-tchim, o champanhe flui com uma serenidade diferente. É o luxo de estar "perto de tudo", mas resguardado por quatro estrelas de hospitalidade.

- Acordar no dia 1 no Vila Galé é um exercício de paz. O pequeno-almoço (ou brunch , para os mais resistentes) é lento. Olhamos para o rio e sentimos que, se a cidade de Coimbra é a história viva, aquela noite foi apenas mais um belo parágrafo, escrito com conforto, e a esperança de um ano novo mais luminoso.

- O Mondego continua a correr, indiferente à mudança dos dígitos no calendário.

Sejam felizes.

Por Rui Simplício, 18-2-2026




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