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De Ribeirada a Dornelas
Grande Rota das Montanhas Mágicas – 7.ª etapa
Pouco antes das 7.00h de 3 de Janeiro, já alguns caminhantes chegavam ao local de encontro no parque das Sete Bicas, e depois de uma pausa de alguns minutos, chega o autocarro. Daqui e dali saímos dos automóveis e dirigimo-nos para o transporte, onde nos esperava o inevitável sr. Eduardo. No caminho e já dentro do autocarro, todos nos saudámos, desejando um bom ano.
Instalados nos seus locais habituais e com a cozinha bastante animada, começa a viagem em direcção a Ribeirada, local onde terminou a etapa anterior e onde demos início a esta. Pelo caminho paragem na Pastelaria Nelita em Vale de Cambra, local já nosso conhecido de etapas anteriores, para tomar o pequeno-almoço. Depois da foto de grupo, cerca das 9 horas, demos início à jornada. O tempo estava do nosso lado, embora enevoado, ainda não havia chuva e a temperatura estava amena.
Começámos a descer uma rua alcatroada e pouco depois entrámos num caminho de terra. Caminhávamos em fila, e conforme o andamento de cada um formaram-se dois ou três grupos. O caminho estava praticamente seco, e o ritmo era bom. A beleza da paisagem estava distante da das etapas anteriores, o trajecto seguia por caminhos rodeados de áreas de floresta queimada.
Em seguida, entrámos novamente numa estrada asfaltada, e, após algum tempo, parámos num supermercado Lidl para fazer a pausa da banana e reagruparmos todo o grupo. Aproveitámos para usar a casa de banho, e, durante o percurso, algumas das meninas aproveitaram para fazer as primeiras compras do ano.
Prosseguindo, voltámos a entrar num caminho de terra batida. Passado algum tempo encontrámos as ruínas das minas do Braçal: «O complexo mineiro do Braçal inclui as minas do Braçal, da Malhada e do Coval da Mó e estende-se ao longo do rio Mau, na encosta leste da serra do Braçal. Este complexo constitui a mais antiga concessão mineira portuguesa, registada com o n.º 1, e permitiu a exploração de um dos maiores jazigos mineiros da região de Aveiro. A exploração das minas do Braçal começou em 1836, terminando em 1918. Em 1943 recomeçou, alargando-se às minas da Malhada (mais a norte) e permaneceu em laboração até à década de 60, chegando a ter cerca de 1000 operários. Nestas minas explorava-se chumbo, zinco e prata.
Durante o trajecto encontrámos uma casa de turismo rural chamada Moleiro da Costa Má; aí parámos para almoçar em instalações confortáveis e acolhedoras, onde não faltaram bebidas e café. Após o almoço a chuva apareceu e haveria de nos acompanhar durante o resto do percurso.
O caminho então revelava-se bem mais difícil do que da parte da manhã, com subidas íngremes e prolongadas pondo à prova a nossa condição física. A distância entre os caminhantes acentuava-se, e era necessário fazer pequenas pausas para reagrupar. Uma delas foi a contemplar a cascata da Fílveda; também conhecida por Cascata da Frágua da Pena, a cascata da Fílveda despenha-se do alto de mais de 40 metros em sucessivas quedas de água, constituindo uma das mais belas e imponentes cascatas das Montanhas Mágicas. Infelizmente e em consequência da situação resultante dos incêndios que assolaram o concelho de Sever do Vouga, não é possível a utilização das infraestruturas que nos levariam até junto dela.
O cansaço fazia-se notar, principalmente por causa das subidas e pela irregularidade do piso. Antes de terminarmos, passámos por alguns sítios cheios de laranjeiras e tangerineiras, e alguns de nós não resistiram e apanharam alguns frutos. Finalmente chegou a indicação da nossa líder para parar em Dornelas junto à igreja onde o sr. Eduardo nos esperava.
Depois de nos livrarmos das roupas húmidas e de ficarmos mais confortáveis, cantámos os parabéns à Eunice e fomos brindados por esta com vinho do Porto e uns biscoitos deliciosos para nos aquecer a alma. Regressámos com a mesma boa-disposição, terminando mais uma etapa onde, com prazer se constata, cada vez mais, um excelente ambiente e camaradagem entre todos que nos faz ansiar pela próxima.
Obrigado a todos.
Por Manuel Teixeira, 5-05-2026
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