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Rally Paper 2017
Conhecer o Parque Natural do Alvão

Para o seu Rally Paper, vindos do sul e do norte, encontraram-se, no passado dia 28 de abril, num ponto cardeal de amizade e convívio do pessoal do BPI, que do excelente Hotel Miracorgo, em Vila Real, fizeram quartel general para as operações previstas, (pelo do Estado Maior das Operações: Direção do Grupo Desportivo do BPI) de reconhecimento e usufruição de espantos.

Na manhã de 29 correram, por entre dédalos de veredas do Parque Natural Nacional do Alvão, como fios de Ariadne, para encontrarem saídas; para responderem às perguntas, pontuadas ao longo dos 50kms do percurso, a que tinham de responder os cinquenta carros concorrentes e seus quase duzentos participantes.

Na povoação de Aldeia de Bobal, marcante ponto do Rally, por exemplo, os participantes tinham que saber qual o nome do marido da patroa da tasquinha Dona Alice. Ficaram a saber que é o Sr. Joaquim. Mais não se diz, devido à incapacidade do escriba desta crónica em passar, para terceiros, sensações de esmagamento do simples átomo que é perante a grandeza da beleza da mãe Natureza, que nos afaga no desfazer de cada curva sobre belos anfiteatros verdejantes! Aqui e ali, meia dúzia de casas, incrustadas em meias encostas, aqui e ali corpos curvados no amanho das pequenas leiras, com rostos já tisnados com fulgores de ocasos de sois poentes.

Passavam rápidos os carros e paravam, de quando em vez, buscando informações. Para trás ficava a lenta placidez, mas firme persistência do povo do Alvão, na sua labuta por pão, por sobrevivência, quase apetecendo de lhes perguntar por que razão ainda ali viviam?! Por que razão ainda ali estavam?!

Todavia, a realidade é cada vez mais, haver menos população, mas, gentes do litoral, ao passarem por terras do Alvão, devem dar um certificados de heroicidade aos que lá vivem, aos que lá estão, porque é assim que marinheiros e serranos fazem a osmose da grandeza de Portugal, que assim vai continuar, uns por terra, outros por mar.

A parte motorizada do Rally terminou com o almoço no Parque de Aventuras Pena Parque, em Ribeira de Pena, onde, em franco convívio todos provaram e digeriram milhos e outras gostosas tipicidades pantagruélicas da região, acompanhadas por deslizantes líquidos gargantuais baquianos, tudo transformado em calorias para as previstas actividades radicais da tarde, tais como Paint ball, Segway, Tiro ao alvo (em busca do melhor Guilherme Tell) Mini golf, etc, complementares às provas da manhã.

À noite, no ótimo salão do hotel, entre os no ativo e outros já na reforma, as conversas eram de alegria e amizade destes convívios, que mais forte se torna. Sobre as provas efetuadas alguns descobriam que, afinal, nem sempre o que parece é; por exemplo: a parede direita duma igreja não é a que está à nossa direita quando em frente e de frente à sua porta estamos, mas sim é a do nosso lado esquerdo, porque o que conta é olhar do altar para a porta e não da porta para o altar!

-“Ora bolas. Respondi mal”, alguns pensaram. Outros erros se foram descobrindo, sobrando a expectativa para a pontuação que teriam, sendo que o ponto, realçado pela organização do Rally, não era a pontuação, mas sim o convívio e confraternização entre todos, notando-se satisfação pela cada vez maior adesão a estes encontros nacionais, catalizados por um simples Rally Paper, que procura dar a conhecer o património ambiental, histórico, cultural e gastronómico de cada região.

No domingo, dia 30, por exemplo, foi uma delícia andar por terras pisadas por Camilo Castelo Branco e por Miguel Torga, sendo Ribeira de Pena e Boticas magníficos representantes das terras do Alto Barroso, que procura, numa inter ajuda dos municípios que o integram o seu quinhão do Portugal moderno, cada vez mais demandado por quem busca o genuíno dum povo em seu território, que sendo pequeno é um oceano de pequenas ilhas maravilhas, que amarram cada visitante ao seu desejo de voltar.

De realçar o almoço, em Boticas, no Restaurante do Hotel Rio Beça, que foi, a todos os níveis magnífico, de tal modo que pensei:

À minha volta um bruá!!
Eram dezenas, sentados às mesas!
Esperavam por chá?
Não, mas sim pelo melhor que há;
Boa comida, boa bebida;
Até vinho dos mortos,
De tal modo que
Não se saberá
Se foi das pernas
Ou dos olhos tortos
Se não chegaram vivos
Donde partidos!

Também de realçar, em Boticas, uma visita à obra de Nadir Afonso, na peugada das lembranças anteriores que do Camilo se trazia de Ribeira de Pena, com sua ponte de arame, e de Carvalhelhos do Torga em suas termas.

Depois do almoço em Boticas, pouco apetite sobrou para o jantar, durante o qual seria a festa da entrega dos prémios aos participantes. Todos ganharam, como tal todos foram vencedores.

No final, ficou vontade de continuar a agregar vontades conducentes a reforçar elos de continuidade e amizade entre os que durante muitos anos estiveram ou continuam em actividade.

O Grupo Desportivo do BPI e a sua Direção é para isso mesmo, promover o desporto de coesão.

Para o ano, o Rally Paper será na Figueira da Foz.

Junta a tua à nossa voz.

Por Silvino Figueiredo (co-piloto do carro nº 134), 3-05-2017